A Nave do Conhecimento do Engenhão receberá às quartas-feiras o coletivo Engenho de Histórias com o projeto Engenho das Palavras.
Pois com o objetivo de fomentar a leitura e vizibilizar escritores negros, a Nave do Engenhão recentemente criou a sala de leitura Africana, que recebeu o nome da escritora Maria Helena Gonçalves, com acervo de livros, para todas as idades, disponível para o público.
No mesmo objetivo, do espaço, que é de promover leituras que geram representatividade e interesse, o projeto Engenho das Palavras fará rodas de leitura, alinhado com a proposta da biblioterapia ou o uso dos textos como terapia psicossocial e comunitária, como descoberta de si mesmo, como acesso a dimensão de fantasia e fabulação. Nesses encontros, os participantes serão convidados a investigar, entender e discutir livros/textos clássicos relacionados a assuntos atuais, desmistificando que a prática de ler é algo monótono ou que alguns textos são de impossível interpretação.
A escolha dos contos, poemas e romances que serão lidos na roda será pautada por um exame diagnóstico social, procurando perceber qual é o nível de leitura dos participantes, gostos, preferências, receios, tabus etc. Esse diagnóstico afetivo e comunitário acontece dentro da própria roda de leitura e conversa, através dos textos iniciais.